Contratar designer de produto: 5 aspectos para o RH avaliar
Equipe de conteúdo - PM3

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Este é um conteúdo elaborado em parceria com a Deel, empresa especializada em soluções de RH para contratação e gestão de talentos em equipes remotas. Como referência em conteúdo educacional para profissionais e empresas, a PM3 apoia a troca de conhecimento de alto valor por meio de conteúdos em parceria.

O que faz uma designer de produto?

A profissão de designer de produto é caracterizada pelas funções primordiais de identificação de necessidades e oportunidades para direcionar, junto do time, a criação e desenvolvimento do produto. Em outras palavras, é a designer de produto que desenha as soluções e experiências junto dos profissionais de produto e engenharia.

O designer de produto atua em diversas frentes, desde pesquisa com usuários, usabilidade, acessibilidade e desenho da interface que o usuário acessa, até processos de negócio na concepção e no desenvolvimento de produto ou serviço. 

São profissionais que, hoje em dia, estão diretamente relacionados à solução de problemas — de diferentes tipos, sejam referentes a uma melhor navegação em um site, entendimento fácil de um aplicativo, ou reinvenção de um produto para atender a mudanças de mercado e queda de resultados, por exemplo.

Um breve histórico da profissão

Antigamente, o design de produto era mais atrelado à esteira industrial, com prototipagem, prova de conceito e outras etapas de desenvolvimento de produtos para uma linha de produção “física” – seja na indústria de base, de bens intermediários ou de bens de consumo.

Com a evolução da tecnologia e o surgimento de novos modelos de negócio a partir da era digital, a profissão de designer de produto teve o escopo ampliado. Novas tarefas surgiram, como a prototipação 3D, o desenho de jornadas, experiências e o desenvolvimento de interfaces para aplicativos e produtos digitais, que utilizam conceitos do design para processos de ideação e inovação (uma delas é o design thinking).

Dia a dia da designer de produto

A pessoa designer de produto atua diretamente na descoberta de novas oportunidades, fazendo pesquisas com usuário, experimentos, protótipos e ações para mitigar os riscos de lançamento de uma funcionalidade ou produto. Essa pessoa vai não apenas se preocupar com usabilidade e interfaces digitais, mas também realizar pesquisa e planejamento para a concepção de produtos. Junto a isso, deve possuir conhecimentos de negócio e de comportamento de consumo – algo que está em constante mudança e envolve públicos cada vez mais heterogêneos.

A pessoa designer de produto tem interface direta com vários outros profissionais de diversas áreas da empresa , trabalhando lado a lado com o gerente de produto e muito próximo do time de desenvolvimento.

Após estabelecermos as responsabilidades do designer de produto, torna-se evidente a importância de avaliar, na contratação desse profissional, habilidades que vão além das técnicas, não é mesmo? Criatividade, pensamento sistêmico, pensamento analítico são algumas delas.

Escassez de talentos de designer de produto

Ter profissionais dedicados a mitigação de riscos, experiência do usuário e descoberta de novas oportunidades abre uma grande oportunidade da organização escalar em inovação e resultados 

Trazendo para a realidade de produtos digitais de forma direta, um trabalho bem feito de experiência e interface  pode aumentar em 200% a conversão, como mostra estudo da Forrester.  

Entretanto, existe um desafio para as empresas nesse recrutamento: a escassez de talentos. Um relatório recente da Oracle apontou que a atração e retenção de talentos é o desafio número 1 na indústria de Product Design e Manufatura (D&M).

Designers de produto têm sido muito requisitados, especialmente com o avanço das tecnologias e novos modelos de negócio. 

Para citar apenas algumas empresas que dependem diretamente de times de design de produto para crescer: Uber, Instagram, Nubank, Spotify. 

Contratação internacional para contornar o problema

A expansão de fronteiras na contratação de designer de produto tem sido adotada pelas empresas globalmente, como uma solução para a falta de profissionais. Ao ampliarem o radar para outros países, recrutadores ampliam as chances de encontrar profissionais qualificados que atendam às especificações da vaga.

No Brasil, contratar pessoas no exterior é uma prática em ascensão. Ainda assim, muitas vezes, as empresas acreditam ser um processo difícil — o que não é a realidade. 

A contratação de profissionais internacionais pode ser muito simples, principalmente com a ajuda de empresas que oferecem esse serviço. Elas garantem o cumprimento de todas as regulamentações regionais, facilitam burocracias e otimizam as obrigações do empregador. 

Tarefas como pagamento de salários em dia, cálculo de impostos e benefícios legais, e acompanhamento de folha-ponto, são todas feitas através de um software de gestão RH que automatiza essas demandas. 

Uma dessas empresas, que tem se destacado na América Latina e está em rápida expansão no Brasil é a Deel

Um dos receios que recrutadores podem ter ao contratar designers de produto em outro país é a conversão dos valores quando o país em questão possui uma moeda mais valorizada. Porém, essa diferença salarial pode até ser menor, dependendo do país de origem do profissional — e mesmo que seja uma contratação por vezes mais cara, pode fazer sentido para a empresa ao encontrar a pessoa certa.

O que considerar ao contratar um designer de produto

Agora que definimos o que faz e qual a importância deste profissional, conseguimos entender melhor a listagem abaixo de 5 aspectos que o RH deve avaliar para contratar designers de produto com sucesso no recrutamento:

1. Portfolio

Dedique um tempo para analisar com atenção o portfólio de cada candidato. Não apenas em termos de entregas visuais, mas também o que está por trás delas: as empresas e os profissionais envolvidos no projeto, a área em que os trabalhos aconteceram, e os resultados que entregaram.
De forma prática:
Nesta etapa é interessante envolver outro profissional da empresa que possua capacitação em design e olhar direcionado para análise da qualidade do que é apresentado. 

2. Visão 360º

Conhecimentos técnicos e boas práticas de UI e UX, por exemplo, não são os únicos pontos prioritários a serem considerados na contratação de designer de produto. É fundamental que a profissional seja avaliada também pela capacidade de visão holística e integrada de várias áreas e públicos do mercado.
De forma prática: Ao avaliar o portfólio do candidato na etapa 1, o profissional do setor poderá avaliar essas questões de forma clara e direcionada. 

3. Soft skills 

Pensamento crítico, analítico, criatividade, comunicação e colaboração são algumas das soft skills (habilidades comportamentais) a observar ao contratar designer de produto. Todas elas precisam estar presentes na concepção de uma ideia, no planejamento e na execução de um produto ou serviço. 

Mesmo que as hard skills (habilidades técnicas) sejam básicas para a função, elas podem ser treinadas. Já posturas e comportamentos alinhadas com a cultura organizacional costumam ser mais difíceis de desenvolver, especialmente no curto prazo.

De forma prática: Após definir as necessidades da empresa e fazer um quadro com as soft skills necessárias para o cargo (exemplos: lidar bem com frustrações, ter boa comunicação interpessoal, resolver um problema prático com criatividade), o entrevistador deve definir perguntas orientadas a descobrir cada soft skill elencada.

4. Definições profissionais relacionadas

A profissão de designer de produto pode ser vista também com outros nomes como Product Designer e User Experience Design (UX), por exemplo. Também temos algumas cadeiras correlatas como Designer de Serviço, Designer de Interface (UI Design).
De forma prática:
Ao abrir o processo de contratação de uma pessoa designer, os recrutadores podem considerar essas variações a fim de direcionar mais assertivamente a vaga

Para finalizar

Vale pensar de forma ampla ao analisar os currículos, não se prendendo a buscar uma candidata que atenda rigorosamente a todas as expectativas. 

Pode ser mais produtivo um recrutamento que faça uma análise holística de candidaturas à vaga de designer de produto, considerando as vivências que tiveram, os desafios que assumiram, os problemas que resolveram – não necessariamente sendo experiências diretas na área ou em uma determinada função técnica do design de produto e sim a mentalidade e comportamento ao encarar novos desafios e problemas.