Arquitetura da informação: o que é, importância e como aplicar
Equipe de conteúdo - PM3

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Panorama do Mercado de Produto

A arquitetura da informação refere-se ao processo de estruturar e organizar o conteúdo de um site, aplicativo ou software, considerando a usabilidade e a experiência do usuário com o sistema. Esse conceito visa orientar o usuário pela página de maneira natural e organizada, oferecendo instruções claras sobre onde está, para onde deve seguir e o que pode fazer neste ambiente.

Assim, a arquitetura da informação reúne um conjunto de práticas e técnicas que asseguram uma experiência positiva ao usuário em termos de navegação pelo conteúdo.

Continue lendo para entender o que é arquitetura da informação, seu papel em um produto digital e sua relação com UX. Além disso, conheça os principais conceitos dessa abordagem e como aplicá-la na prática!

O que é arquitetura da informação?

Quando falamos do contexto digital, a arquitetura da informação (AI), é uma abordagem que foca na organização e na estruturação clara de uma página ou sistema. O objetivo é possibilitar que o usuário possa navegar facilmente por esse ambiente, identificando as informações disponíveis e tomando decisões sobre o que fazer a partir dali.

Em outras palavras, a AI é um conceito que engloba diversos elementos relacionados à organização da informação de um sistema ou software para oferecer uma experiência de navegação compreensível, intuitiva e fluida.

Como exemplo, imagine que você está buscando uma informação sobre um produto ou serviço em um site. Para isso, você acessa o menu, busca a categoria em que a solução está inserida, e então, procura o produto ou serviço. Esse caminho lógico e intuitivo que você seguiu teve sucesso por conta da estruturação da informação, pensada para que você encontrasse o que buscava de maneira descomplicada e eficiente. Esse é o trabalho da arquitetura da informação dentro de um site, software ou interface digital.

Para atender a esses requisitos lógicos e compreensíveis, há vários elementos que precisamos considerar na implementação da arquitetura da informação em uma interface, como:

  • Hierarquia da informação;
  • Categorização e taxonomia;
  • Estrutura de navegação;
  • Sistemas de rotulagem;
  • Mecanismos de busca;
  • Conteúdo;
  • Acessibilidade.

Cada elemento ajudará a construir uma interface organizada, navegável, intuitiva e compreensível para o usuário. Confira detalhes sobre cada um deles!

Hierarquia da informação 

É a estruturação da informação da interface com lógica e fluidez, utilizando um sistema de priorização que facilita a forma como o usuário vai navegar e encontrar o que busca na página. 

Por exemplo, podemos citar o uso de cores, tipografia e espaçamento, assim como a maneira como os elementos são dispostos no sistema. Todos esses aspectos ajudam a criar uma hierarquia da informação que guiará o usuário por um caminho coerente e compreensível.

Categorização e taxonomia

A taxonomia ajuda a criar sistemas hierárquicos de categorização. Essa categorização é feita a partir das semelhanças entre as informações, o que torna a navegação coerente e consistente. 

Ao navegar por um blog de viagens, por exemplo, você pode começar sua busca por um conteúdo em uma categoria mais ampla, como “Brasil”, e em seguida, adentrar em outras subcategorias como “Bahia”, “Salvador”, etc. Ou seja, é uma espécie de funil que te direciona ao que você precisa. 

Essa organização lógica do conteúdo é fundamental para que o usuário tenha uma experiência positiva com a interface ao encontrar o que busca com facilidade.

Estrutura de navegação

A estrutura de navegação de uma interface refere-se aos recursos funcionais que permitem a locomoção de maneira intuitiva e descomplicada. Alguns desses recursos são os botões, links internos, menus principais e secundários, rodapés, barras de navegação, entre outros elementos de página.

Sistemas de rotulagem

Os sistemas de rotulagem ajudam a esclarecer a informação da interface digital, com palavras, termos e etiquetas facilmente compreensíveis, concisas e que consideram o público-alvo da solução.

No caso de um e-commerce, o usuário encontrará rótulos como “categoria X”, “adicionar ao carrinho”, “continuar comprando”, “comprar agora”, “meu carrinho”, etc. Essas etiquetas simplificam a localização das informações e o caminho que o usuário faz na interface.

Mecanismos de busca

Os sistemas de busca ajudam o usuário a encontrar informações específicas ao invés de fazer um caminho mais longo dentro da interface. Isso porque é muito mais rápido e efetivo procurar diretamente o termo “UX design” na aba de buscas de um blog do que fazer o caminho “menu” > “categorias ” > “design ” > “design digital” > “UX design”.

Conteúdo

Refere-se a toda a informação da interface e seu volume (que pode ser variado), contendo os mais diversos formatos de conteúdo, como imagens, textos, áudios e vídeos.

Acessibilidade

A acessibilidade garante que o sistema de informação da interface seja adaptável e acessível a diferentes usuários, independente de suas habilidades, deficiências ou contextos de uso. 

Uma forma de fazer isso no meio digital é através das diretrizes da WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), que recomendam uma série de boas práticas para tornar o conteúdo de interfaces digitais mais acessíveis para diversos tipos de pessoas. Os princípios do design inclusivo também apoiam a construção desse importante pilar da arquitetura da informação.

Qual o papel da arquitetura da informação?

A arquitetura da informação exerce um papel fundamental na construção de interfaces e sistemas pautados em experiência do usuário, usabilidade e navegabilidade. Essa disciplina guiará o usuário em sua jornada de interação com uma página, impactando sua experiência positiva ou negativamente.

Então, a AI é crucial para garantir que a experiência do usuário seja eficaz de ponta a ponta, tanto em termos de usabilidade, quanto em relação à navegação e ao acesso à informação. 

O papel da AI é fundamental para:

  • Organizar a informação de uma página ou sistema de maneira lógica e intuitiva;
  • Promover a acessibilidade da interface a diversos perfis de usuários e suas diferentes realidades, habilidades e necessidades;
  • Facilitar a navegação de um usuário, ajudando-o a encontrar o que precisa com eficiência e rapidez;
  • Garantir a consistência da interface em termos de informação e organização do conteúdo;
  • Aprimorar a experiência do usuário no geral, focando em navegabilidade e usabilidade do sistema;
  • Melhorar o SEO do site, auxiliando na indexação eficiente das páginas em buscadores como o Google. 

Pilares da arquitetura da informação

A arquitetura da informação está baseada em três principais pilares: conteúdo, usuário e contexto. Esses conceitos são fundamentais e interdependentes, o que significa que para que a AI seja aplicada com eficiência, é preciso alinhar esses elementos.

Assim, é necessário desenvolver um sistema de informação que atenda aos requisitos, objetivos e necessidades do usuário, e ao contexto de uso e objetivos da empresa. Ter clareza desses aspectos é essencial para construir uma interface organizada e bem estruturada em termos de arquitetura da informação. 

Conteúdo

O pilar de conteúdo refere-se a tudo aquilo que são informações da interface ou sistema. Isso inclui imagens, vídeos, textos, dados, áudios, entre outros formatos. Além disso, tem relação direta com o volume dessas informações e com a estrutura existente, sua taxonomia e sistemas de organização

Usuário

O conceito de usuário diz respeito às pessoas que utilizarão o sistema da informação, site ou interface em questão.  Esse pilar considera os desejos, expectativas, necessidades e dores do usuário. Da mesma forma, leva em conta suas experiências, comportamentos, padrões e objetivos de uso no sistema.

Contexto

O contexto é um conceito que considera a circunstância de uso e os objetivos da empresa para definir como o sistema de informação será implementado e de que forma as informações serão apresentadas ao usuário. Para cada empresa esse processo será diferente, pois esse pilar também envolve os recursos disponíveis, tecnologias, limitações da organização e aspectos da cultura e políticas da empresa. 

Qual a relação entre arquitetura da informação e UX?

A arquitetura da informação é um pilar indispensável na área de UX (User Experience). A arquitetura da informação fornece a base necessária para que a interface seja compreensível para o usuário, funcional e fácil de navegar e usar. Assim, a AI está inserida nas práticas de UX como forma de potencializar elementos da experiência do usuário como a usabilidade e a acessibilidade ao sistema, os modos de interação com a interface e os níveis de satisfação dos clientes com o site ou sistema.

Como aplicar a arquitetura da informação?

Para colocar a arquitetura da informação em prática, alguns passos necessários são:

  • Definição da estrutura da informação;
  • Wireframing e prototipagem;
  • Testes, avaliação do desempenho e iterações.

Definição da estrutura da informação

A definição da estrutura da informação deve estar alinhada com os pilares da arquitetura da informação (conteúdo, usuário e contexto) para que os conteúdos criados atendam aos objetivos do negócio e às expectativas e necessidades do usuário. Sendo assim, previamente à definição dessa estrutura, é preciso responder perguntas referentes aos pilares que baseiam a AI, para só então partir para a etapa de estruturação da informação.

Em seguida, busca-se organizar e detalhar toda a estrutura da informação que estará presente na interface. Isso envolve elementos como hierarquia da informação, taxonomia e categorização, sistemas de navegação, busca e rotulagem, determinação do conteúdo que será criado, acessibilidade do sistema e todas as nuances de cada um desses aspectos.

Wireframing e prototipação

Após definir a estrutura necessária para criar uma interface digital, segue-se para a etapa de wireframing ou prototipação. O processo de wireframing envolve a criação de protótipos, ou representações visuais e funcionais do produto final. 

Essa é uma etapa fundamental para a arquitetura da informação, pois criará um esboço inicial do projeto, determinando onde cada elemento e peça de conteúdo estará no sistema. Além disso, esses protótipos podem ser tanto um rascunho inicial de baixa fidelidade, quanto um esboço mais próximo do resultado final, com recursos interativos e funcionais. 

Ou seja, essa etapa visa criar fluxos de navegação e entender como cada elemento será apresentado na interface.

Testes, avaliação do desempenho e iterações

Após a fase de prototipagem, os profissionais envolvidos no processo, como arquitetos(as) da informação, deverão testar a usabilidade e a eficácia da estrutura da informação no sistema, fazer avaliações de desempenho e melhorar o que for necessário. Depois destes alinhamentos, o projeto de arquitetura da informação poderá ser implementado em outras etapas do design de interface

Lembrando que esse é um processo colaborativo e que os profissionais responsáveis pela arquitetura da informação estarão em contato constante com designers UI/UX, desenvolvedores de software e outros profissionais do time de desenvolvimento. Além disso, é necessário monitorar a eficiência da estrutura da informação após sua implementação na interface e fazer ajustes sempre que for necessário para continuar garantindo uma experiência positiva ao usuário.

Conclusão

A arquitetura da informação é uma disciplina indispensável em qualquer projeto de construção de sistemas e interfaces digitais. É através dela que o usuário poderá navegar pela página de maneira eficiente, lógica, descomplicada e funcional.

A AI influencia diretamente a usabilidade de um sistema e é considerada como uma das bases de UX. Por isso, sua implementação é indispensável em um projeto de design de interface digital centrado nas necessidades do usuário.

Assim, independente do projeto, seja um site, um app ou um software, incorporar os pilares e as boas práticas de arquitetura da informação garantirá o sucesso do sistema a longo prazo, a manutenção facilitada, a escalabilidade, e claro, a base para a construção de experiências do usuário excepcionais.   

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