Equipe PM3

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7 minutos de leitura

No quarto episódio do Mesa de Produto, primeiro programa do PM3 Talks – podcast da PM3 – Marcell Almeida (CEO e cofundador da PM3) levanta uma discussão sobre o hype de Produto. Qual a relação entre esse movimento e os conceitos de Agilidade e Scrum?

O papo riquíssimo contou com as contribuições de Raphael Albino (Chief of Staff do Nubank), Priscila Chagas (Product Expert na Bain & Company) e Raphael Farinazzo (Head of Product na unico IDtech). Quer saber o que rolou?

Selecionamos neste post alguns trechos da conversa, mas você pode ouvir o episódio completo pelo player a seguir:

O hype de Produto se assemelha ao do Scrum anos atrás?

“Acho que sim, porque a área de Produto veio para resolver um problema, assim como a Agilidade no passado. Da mesma forma, surgiram a gestão de projetos e a análise de sistemas, resolvendo outros problemas. Eu vejo isso como uma curva de evolução, os hypes surgem de necessidades mercadológicas.”

Priscila Chagas

Raphael Albino, em complemento à fala de Priscila, comenta também que todo o processo de digitalização do mercado é o que direciona a atenção das empresas no cenário atual. Ou seja, as habilidades esperadas de um profissional e todo o conjunto de fatores que constrói o perfil ideal, são moldados pela capacidade de lidar com essas tecnologias e canais.

Investir em Produto está valendo a pena?

Pensando na redução de custos que muitas empresas estão vivenciando considerando inclusive os recentes layoffs – será que o investimento financeiro em um time de Produto está gerando retorno? Ou será que pessoas com outros cargos dariam conta do recado? Marcell joga a pergunta na mesa, ao que Raphael Albino reforça que o contexto do ambiente é o principal aspecto a ser considerado, sempre.

“O método vem para questionar. Eu tenho um contexto e a pessoa executiva vai querer produtividade, qualidade e efetividade daquilo que está sendo produzido. A grande questão é que o método não pode sobrescrever o nível de problema do ambiente. Não dá, por exemplo, para continuar rodando a daily em um time com problemas de relacionamento. Será que as pessoas que resolvem problemas são dispensáveis?”

Raphael Albino

Porém, vale dizer que o fato de Produto estar em alta não elimina os métodos anteriores. De acordo com Priscila, Scrum está no hype e Agilidade sempre vai estar em pauta nas empresas, especialmente porque ainda hoje muitas pessoas buscam trabalhar com base nesse modelo. Por isso, o contexto de cada negócio é o que vai definir o que vai gerar mais valor para o negócio e para os clientes.

Qual seria a razão para as tantas mudanças na nomenclatura dos cargos?

Outro ponto interessante que Marcell traz para a conversa é a diversidade de cargos atrelados ao Scrum ao longo do tempo (Scrum Master, Agile Master, Agile Coach, etc.) movimento que já começa a acontecer em Produto, considerando as derivações do cargo de Product Manager. Por que isso aconteceu e como podemos interpretar?

Priscila aponta que o crescimento em escala é um fator que contribui para que novas funções sejam criadas. Segundo ela, muito do que se encontra no Manifesto Ágil é aplicável ao contexto de empresas pequenas. Porém, à medida que o negócio cresce e a visão do todo se torna mais complexa, é preciso criar mecanismos e estruturas que permitam a integração entre os times e processos, criando espaço para conversa.

“Aí entra o que a gente chama de Agilidade Organizacional, que também é algo muito novo. Isso nada mais é do que o pensamento de Agilidade voltado para business, para toda a organização. Ou seja, há a necessidade de novos papéis, novos cargos.”

Priscila Chagas

Pensando justamente nessa dinâmica extremamente flexível do mercado, Raphael Albino aconselha que profissionais não foquem tanto no Scrum ou na área de Produto em si, mas em entender como funcionam as empresas baseadas em operações digitais. Entender as diferentes disciplinas envolvidas do desenvolvimento de um software é o que permite ir além na hora de resolver problemas, se libertando das limitações impostas por esses “rótulos”.

Produto deve englobar Agilidade?

Comparando as Metodologias Ágeis e as funções de Produto, Marcell comenta que enquanto Agilidade tende a olhar mais para processos internos, Produto foca mais no externo possivelmente tendo surgido daí a necessidade de criar o setor de Product Operations, por exemplo.

Nesse ponto, Farinazzo destaca que realmente não há como um time de Produto absorver todas as disciplinas atreladas ao sucesso do negócio. Sendo assim, não existe uma regra que define que profissionais de Produto também precisam ser ágeis.

Por outro lado, Priscila reforça que apesar do papel de Produto não incluir a implementação de processos, vale entender o contexto de Agilidade dentro da empresa no sentido de adaptação ao ritmo de trabalho, pensando em usar isso como ferramenta para potencializar resultados.

Assista ao episódio completo

E você, o que acha do hype de Produto? Para conferir todos os comentários de forma muito mais aprofundada, você também pode assistir o vídeo com a conversa na íntegra. Basta dar play no vídeo:

Minutagem com o conteúdo do vídeo para facilitar sua vida 😉

  • 00:00 – Introdução
  • 01:26 – O que vocês acham de todo o hype na área de Produto? Ele se assemelha ao que aconteceu com Scrum há alguns anos?
  • 07:55 – A área de Product Management está se pagando?
  • 12:21 – Por que as pessoas não gostam de estar na “linha de produção” no desenvolvimento de Produtos?
  • 16:14 – Agilidade ainda está no hype?
  • 24:30 – Scrum Master, Agile Master, Agile Coaching… Por que os cargos em agilidade foram evoluindo? Será que essa evolução de cargos também vai acontecer em Produto?
  • 29:55 – Quem gerencia os Agile Coaching e os Agile Master?
  • 42:00 – PM deveria cuidar só de processos externos ou deveria cuidar de processos internos também?
  • 51:16 – Houve um boom no valor dos salários dos Agilistas?
  • 56:48 – Por que as pessoas de Produto e de agilidade acabam tendo conflitos?

Links úteis deste episódio do Mesa de Produto

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