PM3 Stories: Product Analyst com background em Arquitetura e Design
Equipe de conteúdo - PM3

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Continuando a série de entrevistas com os nossos alumni, convidamos a Giovana Almeida, que tem um background em Arquitetura e Urbanismo e Design Gráfico,  e hoje atua como Product Analyst no QuintoAndar, para compartilhar sua história. 

Aprender com as experiências das outras pessoas é uma das formas de se inspirar e buscar alternativas para uma transição de carreira, como é o que acontece com muitos Product Managers. Entender que as suas experiências no passado, podem moldar o seu próximo profissional é chave para entender qual tipo de empresa vale à pena dar o primeiro passo em Produto.

Conte um pouco sobre você: 

“Eu sou a Giovana, mas pode me chamar de Gico” – essa já virou minha apresentação padrão para tudo. Tenho 27 anos, sou do interior de São Paulo e sou formada em Arquitetura e Urbanismo, mas nunca exerci minha profissão porque meu primeiro emprego já foi na área de tecnologia, como designer de produto

Eu já trabalhava como designer gráfico durante a faculdade e fui migrando para designer de produto no comecinho da carreira. Desde o começo do ano passado eu migrei de fato para a área de gestão de produto. Hoje eu sou product analyst no QuintoAndar.

Por que você quis se tornar uma PM?

Como designer, eu já estava dentro da área de produto, mas com o passar do tempo fui percebendo que já estava atuando bem mais no escopo de gestão produto do que de designer em si, principalmente dentro das etapas de Product Discovery – mesmo sem saber de fato o que isso significava, logo foi tudo muito natural. 

Eu sempre fui muito comunicativa e gostava de resolver problemas, assim passava grande parte do meu tempo entendendo as dores dos nossos clientes e fazendo a ponte com outras áreas para achar as soluções. 

Depois de um tempo na empresa que eu trabalhava antes, mostrei meu interesse na mudança de área e eles me colocaram como Product Owner de um time.

Antes de entrar na área de produtos, você chegou a se questionar se tinha o background certo?

Muitas vezes, até entender de fato que o background de um PM é super amplo e generalista. Eu ficava super assustada com a falta do conhecimento mais técnico para poder conversar e de fato agregar nas discussões com os desenvolvedores. 

No começo, era difícil acompanhar algumas cerimônias porque eu me perdia fácil nos assuntos, mas depois eu fui acostumando e o time ajudava muito. Acho que conforme você evolui, muda de time, de desafios e contextos, sempre vai existir esse questionamento sobre o background, mas é ótimo porque instiga o aprendizado constante.

Logo nos primeiros dias já na área de produtos, quais foram seus principais desafios e como deu a volta por cima?

Acho que o principal desafio é saber se comunicar. Em gestão de produto, seu trabalho está sempre “amarrado” com a expectativa de outras pessoas, de outras áreas e outras partes do negócio, ainda mais se você trabalha em um produto grande. 

No começo, eu acho que pecava muito por confiar que os detalhes já estavam subentendidos e não me atentava se tinha ficado alguma dúvida no ar ou se a mensagem tinha sido compreendida pelas pessoas certas. 

Acho que para aprender e “dar a volta por cima” é necessário errar, ou, se não errar, receber feedbacks de como fazer melhor. 

Hoje eu entendo que é essencial no trabalho de um PM saber envolver as pessoas certas na discussão, e até pecar pelo excesso de comunicação do que deixar pontos em aberto.

Por que escolheu a PM3 e o que mudou depois do curso?

Logo nos meus primeiros dias trabalhando com gestão de produto, eu percebi que apesar de já ter feito muita coisa na prática, eu precisava me aprofundar em alguns temas e discussões. 

Primeiro comecei a procurar vídeos sobre o tema e vi o nome da PM3 em algumas coisas. Depois fui no Product Camp em 2018 e recebi mais informações sobre o curso. Só tomei a decisão de fazer em 2019, depois de entender mesmo os profissionais envolvidos e receber alguns feedbacks muito positivos de amigos.

Depois do curso, eu me senti mais segura em aplicar alguns frameworks que antes eu só tinha ouvido falar (alô alô módulo 5, te amei). Acho que foi super importante também para eu entender o meu papel de PM não só dentro do time que eu trabalhava, mas em todos os lugares, visto que eu estava visando uma transição de empresa num futuro próximo. 

Sem dúvidas, foi super importante para que eu pudesse fazer essa mudança (que deu certo, yay) e ir para um novo desafio.

Algum conselho para quem aspira entrar na área e se tornar um PM?

Não ter medo de aprender coisas novas e se relacionar com as pessoas. O trabalho de PM, na minha opinião, envolve problemas de pessoas, soluções feitas por pessoas, para pessoas e a expectativa de muita gente. A gente precisa estar disposto a deixar todo mundo na mesma página. 

No dia a dia vamos precisar saber como entender as dores de alguém (ou muitos alguéns) da melhor forma possível e tirar os melhores insights disso, seja quantitativamente ou qualitativamente. 

Leia bastante, busque conteúdo e informações sobre gestão, mas também se informe sobre o negócio em que você trabalha. Onde estão os dados, como você chega perto dos clientes, quais as necessidades do seu time… na dúvida, pergunte sempre!

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