Opportunity Solution Tree - Entenda cada nível dela e use durante o seu Product Discovery

product discovery Jun 22, 2020

Por Marcell Almeida

Ao longo dos últimos anos diversos frameworks e ferramentas, que nos ajudam no processo de Product Discovery, foram descobertos e desenvolvidos. Mas por que, com tantas opções de facilitação, muitos times ainda não fazem este processo corretamente?

Teresa Torres, em sua palestra no Productized Conference de 2016, apresentou a famosa Árvore de Oportunidades ou "Opportunity Solution Tree". Neste artigo vamos ajudar você a entender como usar essa ferramenta poderosa que pode ajudar a sua empresa a parar de criar produtos que ninguém usa.

 

O que é a Opportunity Solution Tree

Vamos começar do começo: Qual é o objetivo do time de Discovery?

O objetivo é aprender. E aprender rápido. 

Antes de lançarmos o produto para o mercado, nós temos que entender o quanto antes, se o que pensamos em construir é realmente a coisa certa para o produto alcançar o objetivo que queremos - seja uma métrica de negócio ou melhorar a vida do usuário. Entra então a, cada vez mais popular, Opportunity Solution Tree.

Desired Outcome

No topo da árvore, há um quadro azul que representa um resultado que deve ser alcançado. Embora pareça óbvio que sempre desenvolvemos produtos baseado em resultados, infelizmente, muitas empresas ainda não trabalham assim. 

Os times geralmente pensam “nós estamos tentando tornar a experiência do usuário melhor.” Mas como medimos isso? Como saberemos se isso foi alcançado? Isso é um ponto no qual os OKRs ajudam muito! Porque temos um objetivo qualitativo combinado a resultados-chave quantitativos. 

A raíz da árvore deve ter métricas para que possamos seguir para os próximos passos, baseadas em algo que podemos medir e entender se o objetivo foi realmente alcançado. Exemplo: se o objetivo for crescer o engajamento em 10%, todos os experimentos que serão rodados em seguida terão como base este objetivo (neste caso, estes experimentos são as iniciativas dos OKRs).

Obs: Não tem problema se você não usa OKRs nas suas empresas, o importante é ter um objetivo bem definido.

 

Opportunity

O próximo passo é esquecido em 98% dos times de produto e talvez o Job-to-be-done, ou outro método de pesquisa com usuário, ajude a fixar o que deve ser feito aqui. 

Nesta parte, devemos descobrir as oportunidades que vão nos conduzir aos resultados desejados. Temos a mania de tentar encontrar soluções, mas o desafio aqui é realmente pensar em oportunidades em um nível mais macro - antes de pensar nas possíveis soluções. 

Solution

Após descobrir as oportunidades, temos que criar hipóteses de soluções que possam entregar os resultados desejados. Se nós resolvemos o problema para o usuário, mas não alcançamos a meta estabelecida, nós não atingimos a expectativa da empresa. Até aí tudo bem, dai você pode tomar a decisão de otimizar sua solução ou criar outra.

Lembrando que devemos sempre encontrar soluções que possam ser mensuradas para que no futuro nós possamos entender se elas atingiram o resultado.

Experiment

Após definir a hipótese de solução, você deve pensar em experimentos pequenos e rápidos que lhe darão insights se essa hipótese é o melhor caminho a ser seguido. Para uma solução você pode rodar N experimentos até chegar numa conclusão se deve construir a solução completa ou partir para outras hipóteses - lembrando que o experimento é focado em gerar aprendizado para criar fundamentos para a sua hipótese de solução.

Em resumo

O que essa estrutura da Árvore de Oportunidades faz é ajudar os times a lembrarem onde precisam chegar. Ela ajuda a colocar todos na mesma página e acaba sendo bem agnóstica em relação a solução. Desta forma, todo o time e outros envolvidos no projeto entenderão qual é o objetivo, as metas e o que vai ser feito para se chegar ao resultado desejado - gerando mais engajamento de todas as partes, deixando claro qual é o caminho que será percorrido. 

Ferramentas como Job-to-be-done, Design Thinking, Design Sprint, entrevistas, OKRs e outras mais são importantíssimas neste processo e nós recomendamos fortemente que você aprenda sobre cada uma delas para que faça um Discovery mais completo e alcance os resultados desejados no final. 

Vale lembrar que o nosso objetivo não é escrever boas user stories ou fazer um bom story mapping. O objetivo é entregar resultados para o cliente, que gerem valor para o negócio. Não baseie-se em uma entrevista ou em um ou outro dado que você recolher. Faça uma análise completa. Faça várias entrevistas e estudos, converse com o usuário de maneira recorrente, teste de maneira recorrente. Tome as decisões para o seu produto baseadas em análises profundas sobre as necessidades do usuário e metas da empresa. 

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